Os profissionais que têm lutado contra o Projeto de Lei do Ato Médico não estão, de maneira alguma, combatendo contribuições dos médicos na área da saúde. Os médicos são profissionais essenciais nesses serviços. O que está em questão são visões diferentes de como se organizar e qualificar o atendimento de saúde à população.
» não queremos serviços hierarquizados, nos quais alguma atividade tenha maior importância que outra;
» não queremos que as chefias dos serviços sejam estabelecidas por especialidade profissional, mas por competência para a função;
» não queremos que os diagnósticos das doenças sejam pensados como diagnósticos médicos acima de tudo, ou antes de tudo. Os diagnósticos que orientam prescrições devem ser cada vez mais abrangentes, fruto de uma leitura completa e complexa do paciente. Isto só pode ser conquistado se tivermos, nos serviços de saúde, muitos profissionais de áreas diversas que possam, em parceria, construir diagnósticos adequados. Ao médico caberá aparte do diagnóstico de sua competência. Mas esta parte não é mais importante, nem mesmo anterior no processo.


